Não me apraz pedir nada de especial para o 2013. Que não seja pior que 2012. Que mantenha as mesmas pessoas importantes, o trabalho, a paz, a saúde. Que termine a dissertação. Que viaje. Que ande muito de bicicleta. O que interessa sempre é a felicidade. Esta coisa boa que é um equilíbrio de tudo. Para mim e para vocês :)
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
41,2km
Ou de como hoje correu muito bem. E é isto o rescaldo do Natal. De meu Natal feito nas viagens entre casa e local de trabalho, com alteração de turnos à última da hora e um serviço em caos, que me impossibilitou de passar o dia 25 todo em família e me fez perder o meu primeiro almoço de dia de Natal. Cansaço é pouco para exprimir o que sinto. Mas a reserva de açúcar estava alta, com o bolo rei como anfitrião e os frutos secos como acompanhantes e a voltinha de bicicleta soube maravilhosamente bem.
domingo, 23 de dezembro de 2012

Portanto, peço um Natal em saúde e em família. E em paz. Muita.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
42 km
Hoje foram 42km em cima da bicicleta. E foi bom. Custou só um bocadinho porque não subimos muito mas foi maravilhoso pelos sítios onde andámos. Sabe sempre bem superar-me, acreditem. Sabe bem chegar a casa e tomar um duche quentinho, enquanto as pernas ainda não estão firmes.
Sabe bem conhecer um mundo aqui tão perto. E sempre na melhor das companhias: o pai e o meu amor.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Como esta Skinny Love*
Às vezes fico-me numa música em modo repeat. Acaba e volta ao início. Assim, só porque sim. Para me lembrar quem sou, o que ainda quero e já não suporto. É por tudo isto que a minha necessidade de mim mesma é ridiculamente imensa. De mim, para mim. Assim, em pensamentos muitas vezes em círculos. Mas tem de ser. Viver sem pensar é insano. É viver pela metade. E eu não vivo pela metade, não posso ou estou a trair o super-ego.
*Bon Iver
*Bon Iver
domingo, 9 de dezembro de 2012
From hope*
Custa-me um bocadinho acordar às 7h para ir trabalhar. É mais o momento em que tenho de sair do quentinho, despir o pijama e vestir [e depois penso que, nem 45min após, volto a despir e vestir a farda branca].
Porque é de branco que me orgulho (ou, muitas vezes, disfarço os meus medos e arrumo problemas). E amanhã começa uma segunda-feira que é, mais ou menos, quarta-feira, naquela ambiguidade de dias em que vivo. Daqui a três dias volto a realizar análises e a ter consulta com a médica querida da outra vez. Tenho medo. Mas amanhã inicio novo período de tutora. E há amigos que estão a precisar do meu bom astral. E, além disso, os dias sabem-me a renascimento. E é a parte boa de tudo.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
A vida como intervalo da morte
Day after day.
Assim andam eles, os dias. Tenta-se relativizar o tempo e as pessoas. Mas as pessoas não se relativizam. São tão reais, os seus problemas são tão palpáveis, que se torna insano conseguir equilibrá-las sem nos desequilibrarmos.

Day after day. Ou, como a vida, às vezes, pode ser uma filha de uma meretriz.
domingo, 2 de dezembro de 2012
sábado, 1 de dezembro de 2012
Parece que me passou um camião em cima. Um pequeno, vá. Parece que devo uma vida à minha cama e, no entanto, tenho ali um comprimido para dormir porque sei que hoje (e nos próximos dias) me vai custar adormecer.
O instante foi isso mesmo. O momento em que me piquei. O momento em que o meu cérebro me grita que o utente tem hepatite c. A partir daqui são 6 meses até saber se ficará tudo bem. But well, valem-me pessoas competentes, que me sossegaram um bocadinho. Os passos todos delineados e as próximas colheitas já para daqui a duas semanas. E os mimos dos amigos e colegas de trabalho.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
"Se eu amasse alguém e depois acabasse, talvez eu não conseguisse sobreviver. É mais fácil ficar sozinho. Se descobres que precisas de amor? E depois não o tens? E se gostares? E dependeres dele? E se modelares a tua vida em torno dele? E então...ele acaba.
Consegues sobreviver a essa dor? Perder um amor é como perder um órgão. é como morrer. A única diferença é: a morte termina. Isto [o amor]...pode continuar para sempre."
Como eu tinha saudades destas frases brilhantes, destas conclusões. Claro, Grey's Anatomy.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
Bolachas de amêndoa ou uma boa tarde de sábado
Ainda a tarde vai a meio e já fiz umas quarenta bolachinhas de amêndoa, com uma receita nova e muito mais saudáveis. Gosto muito disto, de me embrenhar em novas receitas e aproveitar para pôr a conversa em dia com a mummy.
[Foto: estranha, tirada com o telemóvel e que não espelha o quão deliciosas e estaladiças estão]
sexta-feira, 23 de novembro de 2012

E não, não sou fundamentalista até porque oiço o pop e rock actual para poder comparar e, de vez em quando, vou encontrando algo bom. Exemplo disso são os Muse. E, parece-me, teremos encontro marcado dia 10 de Junho de 2013, no Estádio do Dragão (isto se a crise não me levar o emprego).
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Não queria ir dormir (mesmo que já tenha menos de 7h para o fazer) sem antes registar o jantar de hoje. A amizade de hoje e, espero, de um futuro. As gargalhadas soltas, a conversa sempre entre o sério e o muito engraçado, a envolvência que se cria na simplicidade. Porque é tudo tão simples como reunir pessoas do coração, juntar um bom jantar (e um bom vinho) a um bom serão e transformar os dias numa festa. O tal viver um dia de cada vez.
domingo, 18 de novembro de 2012
Então é assim, uma pessoa acorda quase às 15h, depois de mais uma noite de trabalho, e passa o domingo exactamente como se proclama que o domingo seja: no dolce fare niente. Inclui-se café, chá, livro, filmes e sofá. Apesar de tudo, parece-me um dia pouco produtivo, a não ser, claro, para a minha cultura.
sábado, 17 de novembro de 2012
Às vezes, não raras, transformar meros ingredientes em bolos e doces e coisas assim calóricas mas que confortam qualquer devaneio, é das coisas mais anti-stress para mim. Sem ninguém para dar palpites, a inventar e alterar receitas, a projectar o próximo surto culinário, a esperar que o forno faça a sua parte da magia... Tão bom, tão girly mas tão apropriado para estes dias frios.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Do viver sozinha

Este texto pode ser meramente uma "nota mental", para quando me canso de mim mesma nos meus serões, sozinha. Apesar de eu valorizar muito o meu espaço e de não me cansar tão facilmente.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Das minhas sextas que são as vossas segundas-feiras

As pessoas proclamam as sextas-feiras como os dias mágicos e relatam os domingos como dias de puro lazer mas, uma pequena grande parte do proletariado, não tem fins-de-semana fixos, nem feriados, nem essas benesses de não trabalhar em dias que quase ninguém trabalha. Mas tudo bem, eu compreendo e até nem me irrito quando, às sextas, o mural do facebook está todo carregadinho de frases lamechas e pensamentos idiotas sobre o fim-de-semana à porta. Compreendo mesmo porque, depois, enquanto toda a gente volta, cabisbaixa aos seus locais de trabalho, à segunda, eu deixo-me dormir até tarde, tomo um pequeno-almoço longo e delicioso e/ou inicio-me logo num exercício físico matinal retemperante.
domingo, 11 de novembro de 2012
Hoje foram 29 Km

Quero acreditar que estou no bom caminho. Não tenho propriamente metas, quem sabe, um dia, participar numa prova de BTT. Mas, por agora, é o prazer disto, aproveitar estes dias de sol e treinar, superar-me e divertir-me.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Das amigas (pessoas) especiais

Eu gosto muito de ti. E dói-me o que me disseste na última semana, que foi mais ou menos como: "és, neste momento, a melhor amiga, a mais presente". Dói-me porque eu não sei se estou à altura, porque eu não posso magoar uma pessoa tão ferida como tu.
Mas eu reitero: eu gosto muito de ti. Ou melhor: adoro-te. No matter what. E venha o que vier (espero estar à altura).
Foto: Paris' 2010
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Cansam-me preconceitos
Vou aos píncaros quando ainda oiço e sinto tanto preconceito em relação aos homossexuais. A sério. Como é que ainda acreditam que é uma doença? Como é que se perde tanto tempo a discutir vidas de outros que até podem ser mais felizes? Como é que se julga tanto e se aponta o dedo? A sério. Que mentes tão pequeninas. É-me indiferente se as pessoas se casam com outras do mesmo sexo. Porque o que interessa aqui é a felicidade e é por esse motivo que tanta gente se enoja, se revolta e diz que não aceita. Porque as pessoas que o fazem, não são felizes e, como tal, não querem que os outros o sejam. Nós precisamos de gente feliz, de gente com motivação, que não viva a vida de outros mas a sua, que faça o mundo andar. E só as pessoas felizes fazem o mundo andar.
Então parem com ideias estereotipadas, com preconceitos e VIVAM. Tenham uma Vida, persigam e lutem por sonhos, superem-se. E deixem os outros também ser felizes. Quem disse e onde é que está escrito que nós, os heterossexuais, é que somos normais?
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Haverá amor como o nosso? Não. Não com os nossos momentos a cantar pirosamente "princesa" do Boss AC ou os Da Weasel. Não com as raras manhãs em que podemos acordar demoradamente nos braços um do outro. Não com as mensagens que trocamos. Não com as nossas mãos entrelaçadas, sempre que estamos juntos. Não com os teus beijos na minha testa. Não com as nossas conversas longas. Não com as nossas gargalhadas. Não com as nossas tardes em sítios só nossos.
Não há e ainda bem. Não há sonhos como os nossos, que se vão realizando, que se hão-de realizar. Não há mais ninguém que me agarre como tu, que me puxe para ti e me desarme com um abraço. Não há saudade como a nossa. Nem maturidade para lidar com isso. Não há melhor companhia para me deliciar com uma bela pizza, nem para partilhar um crepe com gelado.
Há coisas que só fazem sentido contigo. Há uma vida que só será plena ao teu lado, debaixo da tua protecção, com este amor, que continua a ser uma bênção.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Prometo-te que volto a escrever. Por ti. Pelos nossos sonhos. Pelo que uma amizade pode fazer por nós. No domingo encheste-me de alegria, quando te pude abraçar.Mais uma vez, demonstraste-me que as amizades verdadeiras não necessitam de constante presença, há coisas que trespassam quilómetros e meses de ausência. Como é bom contar com pessoas como tu, soulmate :)
domingo, 28 de outubro de 2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Homens deste país (quiçá mundo),
tenham cuidado. Para além do silicone e dos soutiens almofadados, que inventam aquilo que, nós mulheres, não temos; para além de jeans push up's e com copas amovíveis para fazer de conta que temos um rabo de mulher africana e para além de bases e fond de teint's que nos emprestam uma pele de bebé, qualquer dia, não sobram mulheres normais.
Mulheres que se assumam com as imperfeições tão perfeitas inerentes, que se preocupem q.b. com a sua saúde e o seu aspecto físico, sem fazerem disso uma luta diária. Mulheres que não vivam para a agradar aos homens mas que trabalhem em parceria para terem uma relação feliz e saudável.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Que futuro se poderá escrever com tamanha desmotivação, tamanha incerteza, pobreza, desemprego?

Se todos nós começarmos a perder mais, vamos perder o que ainda nos resta do brio profissional, do brio pessoal, da vontade de empreender. E isto vira mesmo o fim do mundo.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Pode ser uma completa irracionalidade, uma vontade imensa de não ter
vontade, um devaneio taquipsíquico de alguém que se perdeu por entre sonhos
secretos.
Pode ser mas não é.
É simplesmente ter essa agilidade intelectual em ser passado, em ser múltiplo do presente e qualquer coisa já para o futuro. E no cerne de tudo, é ser e não ser mais e matar todos os dias cada personagem dessas. E quando não existirem mais, quando se estiver vulnerável, morre-se aos bocadinhos, num suicídio digno de um grande conto clássico.
Pode ser mas não é.
É simplesmente ter essa agilidade intelectual em ser passado, em ser múltiplo do presente e qualquer coisa já para o futuro. E no cerne de tudo, é ser e não ser mais e matar todos os dias cada personagem dessas. E quando não existirem mais, quando se estiver vulnerável, morre-se aos bocadinhos, num suicídio digno de um grande conto clássico.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
dois em um
Beija-me. Hoje e amanhã e o resto dos dias. Todos os dias, todos, não te esqueças de nenhum.

Diz-me ao ouvido apenas palavras de amor, como se declamasses versos em surdina, mantras que afastem as coisas más.
Faz de mim, eu mesma. Porque eu sou genuinamente eu quando me enovelo em ti, quando faço e desfaço do mundo, um lugar só para nós.
Agarra-me estas mãos que procuram sempre as tuas, nesse gesto perene e inefável de cumplicidade, de partilha, de sermos dois em um. Agarra-me a cintura, em direcção a ti. Sempre.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Além da crise,
está a dar no Telejornal que a J. K. Rowling escreveu um livro para adultos. A pequena deve ter-se sentido ameaçada por E. L. James que, com o livro "As Cinquenta sombras de Grey", já bateu recordes, em relação às vendas dos livros do Harry Potter.
domingo, 23 de setembro de 2012
O que dizer numa tarde de chuva

Fazem-me falta os dias maiores que as noites, esse sortilégio de que temos o dia e a vida pela frente. Faz-me falta o calor, o não depender de casacos, de mantas, de aquecedores. O outono é uma morte anunciada dos sonhos de verão.
Os ciclos repetem-se mas é bom. Estamos vivos e isso, é o que importa. Até à próxima primavera só faltam duas estações.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Em jeito de conclusão
Eu disse que ia passar tudo muito rápido e passou. Mas também se passou tudo na maior doçura com o meu amor, por exemplo. E revi amigos. E aproveitei ao máximo os dias maravilhosos na praia mais perto [um obrigada ao tempo, que esteve a meu favor]. Descobri a maravilha do bom vinho do porto. Deliciei-me com a bela da francesinha no melhor local e a sangria mais revitalizante [planos: check]. Decobri locais novos e consegui todos os filmes do 007, que estão já no disco externo a aguardar vez.
Arrumei tralhas e emoções. Foi bom, mesmo.
[Em Outubro há mais]
sábado, 15 de setembro de 2012
Em jeito de continuidade
Aproveita-se este sol que (ainda) está tão perto, que nos queima a pele e incendeia o coração. O que sobra dos tempos, esvai-se em palavras doces, em cheiros a roupa acabada de lavar e afectos com sabor a gelado de chocolate.
Como nada é perfeito, gere-se, da melhor forma, a imperfeição e os medos e tudo aquilo que nos trava os sonhos e escurece a boa disposição.
Foto: Baiona (Espanha), 2009
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
O meu verão é Setembro
Assim voam os meus e os vossos dias. O que ontem parecia impossível de chegar, hoje olho para as oito noites de trabalho em Agosto (mais os restantes turnos, claro) com um encolher de ombros e a descontracção do "já lá vai".
O meu verão e as minhas férias começam agora e sei, de antemão, que serão velozes. Mas eu não peço nada. Nem sequer planos acabei por tecer. Os dias são para se irem preenchendo. Com muita paz, com muito sol, com muito namoro, com muitos mimos, com comida boa, com praia, com passeios, com saúde, com arrumações, com equilíbrio, com sorrisos e risos, com livros, com filmes, quiçá um copo de sangria, a bela da francesinha e conversas intensas.
Estas pequenas (tão grandes) coisas, são tudo o que preciso para me restabelecer.
As férias acabam sempre por não esticarem e não darem para tudo mas hoje, eu iludo-me e sorrio (mesmo com a constipação que, entretanto, me está a deixar sem nariz).
sábado, 25 de agosto de 2012
Das minha particularidades
Eu sou (tão) neurótica com o exercício físico. Ficar um dia sem me mexer causa-me desconforto. Como sou muito bom garfo (e faca, e colher, e pratos e tudo, porque adoro comer), compenso no exercício. Mas até para a comida, por (muitas) vezes, transfiro a minha neurose. Às vezes, escolher umas simples bolachas no hipermercado, leva-me 10 minutos. A sério.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
From my sadness
Estou triste. Assim, simplesmente triste. Olho o mundo através de olhos embaciados e músicas dos 80's. Sinto tanta coisa cá dentro estilhaçada. Apercebo-me da escuridão que por aqui reina e da pouca vontade em incendiar isto de luz. Ficar a um canto, sozinha, com música e livros. É isto que me apetece. Tenho uma letra de uma musica "encomendada" e já sabia que não ia conseguir, para que é que aceitei o desafio? Já soube escrever, noutros tempos. Idos.
Tenho coisas e palavras pendentes e o globo à minha frente para escolher o destino de uma jornada all by myself. Tenho ainda três noites por fazer, depois da última me ter, mais uma vez, dilacerado o que resta do coração.
Tenho dúvidas a saltarem-me e uma dissertação para agarrar para meados de setembro. Preciso de um rise and shine.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
O meu tempo muda com o teu. Melhor, o meu tempo, acentua-se com o teu. Se estás de vento, eu assumo-me como o siroco. Se estás de chuva, eu brindo-te com a minha luz numa estrondosa trovoada. Se estás de sol, eu faço com que a temperatura atinja máximos. Porque eu não sou lume brando nem meios termos. Sou sempre o pior e o melhor, assim, intempestiva. Eu, que aprendi que o cinzento é o equilíbrio entre o preto e o branco, sou de luz ou de negrume, nunca daquele degradé de fim de noite ou de dia. Assim, tudo a ser vivido na taquicardia, que o meu coração, sinto-o muitas vezes, vive no limite.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
friend (+) ship
Hoje apeteceu-me dizer-te que és uma parva, que me enervas, que me fizeste duvidar se posso mesmo contar contigo. Isso um segundo antes das tuas palavras em jeito de riso, desse quase pedido de desculpa que continuou a ser em tons de amarelo, da tua leveza (como é tão bom ver-te feliz, luminosa, nesse teu lado solar), da nossa cumplicidade.
És uma parva, és mesmo e eu gosto tanto de ti. Amaldiçoo essa doença porque me faz sempre pensar que nunca te vou conhecer realmente, que és sempre mais do que esse ponto de interrogação repetido. Desafias-me mas, acima de tudo, estás aqui. E é tão bom ter-te conhecido, sentir-te uma amiga nesta terra que nunca pensei dar-me mais do que trabalho.
sábado, 4 de agosto de 2012
Há sempre um tempo em que mudamos. Há sempre um tempo em que batemos com a porta, ainda que subtilmente, e mudamos de endereço. Pequenas ou grandes mudanças, tudo ou nada, evolução ou involução, não interessa. Mudar, sim. Alterar e alterar-mo-nos. Re-escrever algo, passar para outro lado. Mas isto não implica que não tenhamos saudades do que ficou para trás, do antes da mudança.
Eu tenho saudades de quando tinha noites de verão infindáveis, ao som dos barulhinhos nocturnos, sempre com a luz da lua ou das estrelas a pontuarem-me os sonhos. Eu cresci, entrei no mundo laboral, faço malabarismos entre a cidade onde trabalho e o lugar onde vivo, tento conciliar estar com toda a gente mas o tempo escorre-me por entre os dedos. Quando chego ao quarto para dormir, a varanda já não me impele, já não ficou sentada a olhar para o vazio.
E há uns dias, quando me apercebi que este meu ritual dos verões tinha terminado sem eu dar por isso, senti aquele remorso de me estar a perder de mim mesma, a angustia do tempo passar e as minhas forças tão pequeninas para o fazer parar. Esta angústia de crescer, sim, de ser adulta. Já sou uma adulta e ninguém me avisou.
domingo, 29 de julho de 2012
O amor, esse que nos deixa com a cabeça no ar, com a respiração em suspenso e os sorrisos despropositados, é o amor que, para nós, se revela em projectos sólidos, em sonhos em uníssono, em beijos arrebatadores, em mimos (muitos mimos), em mãos entrelaçadas, em aprendizagem, em futuro (esperamos e queremos muito).
É bom aprender contigo, trabalhar em pareceria para levarmos a nossa relação à perfeição (mesmo que esta não exista), saber-te o homem que mudou tanto e para tão melhor a minha pequenina existência.
Amar-te, já te disse, é tão pouco para mensurar o que sinto. É sempre algo mais, algo tão maior, tão bom.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Do dia dos avós
O dia dos avós devia ser o dia dos meus avós maternos. São os melhores do mundo, mesmo! Em tudo. Guardo memórias luminosas com eles, gargalhadas das nossas tardes de jogos, das idas à praia. Guardo tudo tão bem que me gela o coração quando me apercebo que o tempo passa rápido, que os nossos verões já não duram três meses e que sinto sempre que estou longe demais deles.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Fácil de entender

Não há paciência para tanta falta de atenção alheia, porque, afinal, eu já percebi que o problema não é meu.
terça-feira, 17 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Das minhas noites de trabalho ou como preferia ter outra profissão.
A minha noite de ontem foi a velar o sofrimento de uma pessoa que há menos de 3 semanas era completamente independente. Essa pessoa tinha uma história, uma família, uma doença, um trabalho e estava a morrer-me aos bocadinhos.
A indicação era de não reanimar, de não alimentar, de não nada. Apenas paracetamol de 6/6h por via endovenosa. E eu pergunto-me: que merda de cuidados são estes? Deixa-se uma pessoa a agoniar, consciente? Prepara-se a morte sem se querer realmente saber da pessoa que morre? Não bastou o diagnóstico com uma evolução tão rápida e ainda se virar as costas, ir dormir para casa e deixar que o enfermeiro do turno da noite se desenrasca-se a gerir aquela metade de vida? Eu não sei mesmo que médicos são estes, que realidade é esta, que falta de conhecimentos tão grande. Porque era apenas necessário uma perfusão de morfina para devolver ainda alguma paz, alguma dignidade, algum sentido.
Isto revolta-me, a sério que sim. Para quê sofrer tanto? Morrer com falta de ar, com dor, com desconforto, com tudo a que não se tem direito. Continuo sem perceber que cuidados são estes.
Por isso, quando já no final do meu turno a pessoa morreu, eu estava lá a dar-lhe a mão, a conversar, e assisti ao fim da linha. Pedi-lhe que fosse em paz, já que a paz foi coisa que era o seu direito e que não lhe quiseram dar.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
Do pouco tempo que (te) tenho

Volto a dizer que, se quiseres, me fazes apaixonar-me por ti ciclicamente. Como se eu pudesse descobri-nos sempre mais um bocadinho, embora já nos conheça tanto. Volto a dizer-te que te amo, porque é mágico dizê-lo e ouvi-lo e, mais ainda, sentir isso cá dentro, esse fogo que arde e se vê. E amo-te pelas mais pequenas coisas, pelos gestos mais banais, por ti, sim, essencialmente.
Do pouco tempo que tenho para me aturar
Isto anda a mil à hora. Há mais 35horas de trabalho este mês, trabalhos pendentes, início de estágio, poucas folgas.
domingo, 3 de junho de 2012
Gosto de sair da rotina, de deixar a monotonia de lado e viver coisas boas e novas, sorrisos enormes e aquela sensação de estar a sair fora da linha. Gosto mesmo muito. Gosto de passear em dias que toda a gente está a trabalhar, gosto de me divertir quando é suposto estar séria, gosto de faltar às aulas (faltar ao trabalho é que não) e aproveitar para apanhar sol, gosto de chegar a casa e ver um bom filme, mesmo que tenha menos de 6 horas para dormir. Sou assim, um bocadinho diferente.
E gosto, ainda mais, de ir a sítios onde ninguém vai e descobrir pequenos tesouros.
terça-feira, 29 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Dele e dela
Foi bom ver-vos rir. Foi bom rir-me perdidamente com aquelas histórias. Vocês resgatam um bocadinho a cidade que eu já perdi. Vocês, brindam-me com esta independência boa, com as intimidades, com poder ser tão eu que até irrita, com as cusquices, com as conversas (in)decentes. Gosto muito de vocês. De ficar a olhar o infinito e dizer o que penso, o que sinto, sem medo. Tão infinitamente bom.
E sabem, hoje senti aquele vazio imenso, por saber que o meu lugar não é bem aqui e que um dia, poderei ter de vos deixar.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Há uma coisa da qual me orgulho e que é uma característica, muito provavelmente, herdada do meu pai: o sentido de orientação. Os estudos indicam que as mulheres são menos orientadas espacialmente em relação aos homens mas não é o meu caso. Felizmente, fixo facilmente caminhos e sei guiar-me por um mapa. Posso não ser (ainda) uma expert na cozinha, o cúmulo da organização ou a paciência em pessoa (como a minha mãe) mas orientadinha como o pai, isso, sou.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Com esta garganta inflamada à 3 dias e rouquidão patente hoje, esperamos que dona amigdalite não me visite, que saudades não são muitas. Cá para mim, adivinhou que este ano não há ferias balneares, a doida. Mas andamos a muito chá de limão, anti-inflamatórios e desinfectantes, como mandou a Drª. E claro, voltámos às botas, casacos comprimidos e guarda-chuva. Nada de grave, eu sei. Nos entretantos, descobri que tenho de me começar a mexer no que concerne a trabalhos e estudo. Preciso de apanhar o ritmo, de novo, é só isso :)
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Do João Tordo
Acabei mais um livro teu (trato-te por tu, porque não te conheço mas sei-te politicamente incorrecto) e a mesma sensação de vazio associada à raiva pelo que escreves tão bem, tão imensamente bem que és o melhor escritor de sonhos deste tempo pós Fernando Pessoa. Acho-te um gajo lunático, imagino-te a fumar cigarro atrás de cigarro, inquieto demais com o que te consome e, depois, esbanjas em cada palavra essa certeza que a nossa existência não é nada, que seremos apenas memória enquanto as memórias não ensandecerem.
Gosto de te ler porque não tens o falso pretensiosismo de usar frases sem pontuação ou narrativas demasiado cerradas de adjectivos. Gosto de te ler porque me confrontas. Porque quando termino um livro teu, me fazes falta.
Não falo de ti a ninguém porque ninguém quer mesmo saber de ti. Não faz mal. Eles é que perdem. És demasiado grande para uma terra tão provinciana. Espero-te num próximo livro. Até lá, não te esqueças de os continuar a editar. Obrigada.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Love is our resistence*
Da nossa loucura ou da nossa calma. Da intensidade ou da doçura. De mãos entrelaçadas ou num beijo descontrolado. Não interessa. Gosto desta ideia de poder partilhar a minha vida inteira ao teu lado. Mais, imagino-me, algumas vezes, nessa vida. Imagino-te, imagino-nos, sorrio e brinco com os sonhos. Ser-te, sermos nós. seres-me. Ser feliz é um cliché. Quero amor, este, sempre a crescer, sempre cheio de adrenalina ou de bradicardias em uníssono. Não interessa, repito. Pode ser só isto que já é tudo. Desde que seja para todo esse sempre que me prometes.
*Muse - Resistence
sexta-feira, 13 de abril de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Da minha Páscoa
O sr. M. morre aos bocadinhos. Ontem já se despediu da esposa e dos filhos. O sr. M. morre-me sem eu perceber bem como, como todas as mortes anunciadas, as quais nunca percebemos bem como acontecem. Nada de novo. Era só que eu gostava muito daquele senhor, de toda a sua altivez, de toda a sua necessidade em conhecer a doença, de todas as vezes em que me enumerou os efeitos adversos dos vários fármacos que tomava e das interacções possíveis. Tantas vezes me mostrou, nos vários internamentos, livros e autores novos.
O sr. M. morre-me mas ainda diz o meu nome e me reconhece a voz. Na face dos filhos não há revolta ou incredulidade face à rápida progressão da doença. Há paz. Uma infinita sabedoria que nos ensina que é possível fazermos o luto de uma forma cândida. Eu não os conheço...vejo-os, falo com eles, são afáveis e conversadores mas não os conheço. Também não conheço a esposa que chora, apesar de ela ser muito querida.
Não quero chegar ao hospital, hoje à tarde, e saber que o senhor morreu. Quer dizer, lá no fundo, quero, só porque sou egoísta o bastante para não querer que seja num turno meu. Eu sei que vou chorar.Que não vou saber dar a notícia, apesar de tudo.
Portanto, esta é a minha Páscoa. Sem ressurreições por estes lados. Já fui à missa fazer o mesmo de sempre: nada. Mas fui, para ver se compreendia o facto de ser necessário sofrer tanto antes de morrer. Mais uma vez sem reposta, mais uma vez a contar os minutos, mais uma vez a fazer uma coisa que não me trouxe sentido. Mas tudo bem.
Está tudo bem porque a família se reúne, porque há saúde, porque há sol, apesar de tudo.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Eu acho que se conseguirão bons estudos na área da psicologia quando se começar a investigar a vida social das pessoas através do facebook. A sério que sim. O estudo do comportamento humano levará uma revolução. É uma pena não poder fazer a minha dissertação sobre isso, ainda que, empiricamente, eu consiga perceber que 90% das pessoas com actualizações regulares, tenham muita falta de afecto e tempo demais.
sábado, 24 de março de 2012
We are the perfect two
E são quatro anos de nós. Pouco ou muito, isso será sempre relativo. É como te disse, por um lado, parece que te conheço desde sempre. Por outro, ainda não acredito que fui abençoada contigo e com tudo isto de bom que somos e construímos.Amo-te. Tanto. Meu amor

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terça-feira, 20 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
Permitam-me que também fale de futebol
Sei de antemão que jogos de futebol não são para mim. Não sei ao certo quando deixei de me contagiar com todo esse mundo de fé, quase a religião mais praticada em todo o mundo. É que eu já gostei muito, a sério que sim.
Ontem voltei a vibrar com o meu clube. A coisa foi de ansiedade e resmunguices até ao apito final. Não sou mesmo nada dada, já, a estas emoções.
quinta-feira, 15 de março de 2012
contra-senso.
O meu maior medo, ou mesmo terror, são vários. Mas não sou propriamente acometida a medos. Existe sim um arrumar para o lado a ideia de que um dia, toda eu serei sonhos por concretizar, recordação em fotos amarelecidas, corpo (des)humano em decomposição. Inquieta-me saber o que virá porque, no fundo, eu sei que não vem nada e isso faz de mim uma descrente em todos os sentidos. No fim, todos seremos iguais: lembranças que mais tarde ou mais cedo, ninguém vai lembrar mais. Eu queria viver muito e bem para morrer em paz. Mas não sei como se morre em paz porque só vejo pessoas a morrerem em sofrimento. Também não sei o que é viver muito e bem, porque às vezes quero tudo tão sofregamente que acabo por me dirigir ao pólo contrário e ficar quieta.
Quanto mais vivo, menos sei. E é tudo um contra-senso.
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