domingo, 7 de dezembro de 2014

Onde é que perdi as palavras? Onde é que me tenho perdido? Em que rotação me encontro, em que frequência? Onde me escondo ou revelo? Onde é que existem perguntas se eu sempre quis respostas? A idade tem destas coisas: saber viver. Eu ainda não sei totalmente mas estou, cada dia, mais próxima de o saber. Saber aceitar. Saber receber. Saber ser grata. Saber agradecer. Saber lutar. Saber enroscar-me em mim para abraçar os outros.

O (meu) mundo é cada vez mais pequeno. E quanto mais elementos perco, mais me ganho. Tem de ter alguma vantagem, certo? O que me desconsola é que o tempo não me obedece. Não pára para me deixar parar e apreciar com calma. É um doido, este mundo. E eu, ou aprendo a geri-lo melhor, ou assim não chego mais longe.

E estagnar é que não.

domingo, 31 de agosto de 2014

sábado, 2 de agosto de 2014

Eu tenho palavras que não saem. Eu tenho ideias que ficam à quem do registo escrito. Eu penso muito, olho, escuto. Oiço para compreender, leio para absorver, sorrio porque me apetece mesmo sorrir. Enfrentar. Aceitar. Lutar.

Tudo sem nexo? Claro, qual é a novidade? Esta sou eu. A antítese. 

domingo, 1 de junho de 2014

segunda-feira, 24 de março de 2014

São 6!

São seis anos. Seis anos e parece que sei de cor tudo o que se passou naquela segunda-feira de Páscoa de 2008. Sei que tinhas urgência em lançar a pergunta. Sei que mal saímos do carro, me abraçaste pela cintura e me fizeste o pedido. Ali, ainda no parque de estacionamento, com o jardim a estender-se à nossa vista. Estava um dia cinzento. Tenho a certeza. Sei a camisola que tinha vestida. Sei que te disse sim feliz mas sem saber nada do que o futuro nos reservaria.

E sabes? Foi o melhor Sim de sempre. Foi a melhor decisão que tomei até hoje. Foste e és um sonho que eu pensava não ter direito. Continuo a olhar para ti, muitas vezes, e pensar no quão bom foi teres aparecido e como tem passado rápido este tempo juntos. As coisas foram acontecendo devagar, os passos dados segundo a nossa lógica e eu tenho adorado a nossa evolução, o nosso ritmo.

Olho para ti e consigo imaginar-me adormecer todos os dias ao teu lado. Se tenho medos?Muitos. Medo desta distância que nos rouba tempo. Medo de não nos conseguirmos entender, um dia. Medo de não conseguirmos realizar os nossos projectos mais elementares. Mas acredito que se mantivermos a união, o diálogo, o foco em nós e na nossa felicidade, vamos conseguir. Acredito que que vamos vibrar em Cuba, um dia, de aliança na mão esquerda. Acredito que todos os dias, mesmo quando discutirmos, vamos dar um beijo de boa noite e não adormecermos chateados. Acredito que me vais dar muitas festinhas na barriga quando formos papás. Acredito que vais sempre querer regressar a casa, depois de um dia de trabalho, para encontrares paz. Acredito que vais aturar as minhas corridas matinais e eu a tua roupa toda enlameada quando fores praticar btt. Acredito que vais ter coragem de me dizer quando uma comida não sair bem (também acredito que vais conseguir cozinhar coisas básicas...tenho métodos de ensino muito eficazes :p). Acredito que me vais ajudar a colorir os meus dias mais cinzentos e eu vou ajudar-te a relaxar nos dias mais stressantes. Acredito que vamos ter muitas viagens pela frente, cá dentro ou pelo estrangeiro, desde que sejamos livres e felizes.

Acredito em nós. Mesmo. Nunca me faças perder esta esperança!

Amo-te. Amo-te mil vezes e digo-te outras tantas. É a palavra mais bonita que já me disseste e nunca será enfadonho ouvi-la. 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Este corpo que se quebra de encontro ao vazio. Que se estilhaça em luzes negras. Este corpo que não pode nem quer viver pela metade. Chamem-me insana. Pois que o sou. Não quero sobreviver. Não quero delinear tudo demais. Quero, sim, mais. Quero o mundo nas minhas mãos. Quero a sabedoria nas minhas palavras. Quero sentir de forma arrebatadora. Quero (mais) do que existir. Mesmo que isso implique não ser feliz.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Acordo estremunhada, a meio da noite, porque volto a ter um pesadelo contigo. Porque me voltas a dizer que vais embora. E a sensação é a de ficar sem chão. É a dor mais brutal que eu já experimentei.

Este amor tão bom, tão nosso, é-me essencial. Este amor que se constrói devagar, com muitas conversas, com algumas loucuras, com risos e lágrimas, com descobertas e lutas. Este amor que resiste a distância e saudade. Que resiste a discussões e amuos. Que resiste às intempéries habituais. Mas que é sempre tão especial. Tão intraduzível. Este é o (meu) nosso amor. E eu não quero mais nenhum.