quarta-feira, 28 de abril de 2010





Hoje foi um dia menos bom. Daqueles em que entornamos um tabuleiro cheio de material pequenino e temos de o apanhar. E que falhamos na veia e temos de voltar a puncionar ou pedir ajuda. Daqueles em que temos tudo atrasado e começamos a stressar. Daqueles assim, que começam as 6h da manhã sem razão aparente e já não voltamos a dormir até às 7h, hora de levantar. Daqueles que por si só, já começam mal. E não passa enquanto não for dormir profundamente.







terça-feira, 27 de abril de 2010

Vou ali rir-me um bocadinho sozinha e pensar que é bom ter tudo arrumado aqui nas circunvalações cerebrais.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Senhores da CP


Caros e digníssimos e ainda excelentíssimos senhores da CP (Comboios de Portugal);




Deviam pensar em fazer greves todas as semanas. Valeu-me uma viagem sem pagar de Inte-Cidades até Coimbra. Não fosse ter de vir fazer tarde no serviço e teria ido tomar café a uma das boas esplanadas à beira-Tejo, em Lisboa, que com este tempo era aquilo que eu mais gostava.

Com respeitosos cumprimentos.

sábado, 24 de abril de 2010

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Fossem todos os dias, como os momentos dos teus regressos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Tempo, tempo, tempo...







Olhei-te de soslaio e vi-te rugas. Finas mas já vincadas. Se me desses tempo, procurava-te cabelos brancos e apostava que já os tinhas, poucos mas presentes. Se me desses tempo, falava contigo e já não te ia ouvir falar calão, mas falarias à gentleman e sem sotaque. Se me desses tempo, ia buscar-te para vermos as estrelas ou divagarmos sobre as árvores que tão bem conheces. Como não temos tempo, nunca te vou dizer que gostei de ti.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Às vezes (muitas) não me apetece ser simpática. Não é por mal e é sobre pessoas específicas, nomeadamente pessoas que conheço o suficiente para as achar ocas. Pessoas que só perguntam se está tudo bem para saberem muito mais de nós, para esmiuçarem cada palavra, se compararem, acharem que estão muito acima de nós. Até podem ser simpáticas e depois do "tudo bem" nem ouvirem a resposta. São-me indiferentes e não me apetece mesmo ter aquela conversa de circunstância, sorrisinho para ali, pergunta para acolá. Eu e a hipocrisia sempre nos demos mal. Portanto antes menos simpática do que hipócrita.

terça-feira, 20 de abril de 2010


Há coisas que eu quero muito. O meu ultimo desejo é algo que não depende de mim mas é fácil. Ou pensava que era fácil porque já esteve para se concretizar mas acabou por ser mais uma promessa. Um dia verbalizo-o. Hoje ainda não é o dia.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Gosto mais das segundas-feiras do que dos domingos.

domingo, 18 de abril de 2010

Delírios

Sei que vais ligar-me um dia destes, do outro lado do mundo, e dizer algo do género : "Miuda, arranjei bilhetes para o Michael Bubble em Novembro, vamos? ". E eu vou ser feliz como à muito espero.

Rescaldo de uma noite




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Na minha primeira noite morreu uma pessoa. E tive de ver fazer-lhe a mumia. E um dia, vou ser eu a fazer. Foi mau. E não dormir foi ainda pior.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Quando eu for ministra da saúde

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Pois é, quando eu for ministra da saúde, todos os doentes internados em hospitais, lares, cuidados continuados e afins, às 22h tomam um Xanax (ou 2, ou 3 ou os que forem precisos). E depois não são precisos enfermeiros a fazerem turnos da noite. Pode ser? As urgências ficam abertas só com os senhores doutores, sim? Porque não há dinheirinho nenhum que pague uma noite mal ou mesmo não dormida. Eu devo ir comprovar isso daqui umas horinhas e se não desfalecer de sono, conto como foi.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Telemóveis há muitos...

Desfazer-me das coisas que me fizeram feliz pode ser uma experiência traumática daquelas que só lá vai com medicação e terapias de grupo. Pode parecer um exagero. É. Mas não deixa de ser minimamente real.
Agora tenho de substituir o meu telemóvel. Já tem quase cinco anos. É um nokia modelo qualquer coisa que entretanto me esqueci mas que tem tudo o que preciso. Tem máquina fotográfica (1,3 megapixels, básico, mas serve), agenda, despertador, messenger, conversor, 3G...Em suma, um amor de telemóvel, sem essas mariquices do abrir e fechar e do desliza ou deixa de deslizar, muito menos é touch screen. Só já está com a bateria viciada. Pequeno pormenor. Mas sofre violência doméstica (às vezes também é noutros locais) da minha parte. Infrino-lhe cada queda. Sou distraída com ele, sempre fui. Mas pensei que ia aguentar sempre. Só que de há um mês para cá e, após ter levado com sopa em cima (não me questionem como lá foi parar a sopa, foi muito mau), nem que caia de uma distância de um centímetro, desliga-se. E depois é lá andar com os ganchos do cabelo a arranjar uns metais, ou secá-lo com o secador. E agora também lhe dá para quando recebo ou faço chamadas, não permitir que a pessoa do outro lado, me oiça. É um pequeno transtorno. A sério. Eu convenço-me disso. Mas são falsas ilusões. Tenho de admitir. A coisa amorosa já está quase a finar-se. Mas eu não quero. Eu prefiro comprar-lhe uma bateria novinha da nokia e que custa mais do que um telemóvel simples. Eu prefiro ser retrógrada e não ter um touch screen.
Mas já não vai lá com quereres. E a hora de o trocar aproxima-se. E pior que isso, não lhe vejo substituto à altura. Sou assim, esqusita. Ou saudosista.

domingo, 11 de abril de 2010

Fácil


Fácil. Eu quero que seja fácil. Não mais distância ou silêncios barulhentos. Não mais palavras pesadas. Futuro aberto, límpido, fácil. Tudo fácil. Já deixei as complicações de lado. Ou aspiro deixar.

sexta-feira, 9 de abril de 2010


Eu não sinto aquela luz no coração. Apagou-se, durante um bocadinho. Talvez tenha fundido. Vou já trocar.

quinta-feira, 8 de abril de 2010




É bom sentir que, afinal, nunca deixei de gostar de Enfermagem. Foi preciso quase um ano para afastar a ideia de arrependimento. Tudo se treina, até os gostos e sentimentos.

terça-feira, 6 de abril de 2010





Dá aquela saudade de Lisboa.

Se eu podia viver sem comer? Não!

Depois de quase 800 kcal de hamburguer no Mc Donalds, sinto-me com tanto sono que desconfio que o pão tinha um xanax. Ou isso ou é de andar a dormir 6 horas por noite e acordar às 7h. Mas a opção do hamburguer é a mais viável.
Estou mesmo letárgica. Mas soube tão bem. O fast food sabe-me sempre bem. E não só. Todas as especialidades da avó e da mãe também. E as minhas. Comer uma boa refeição mexe ali com a serotonina de uma forma ainda só estudada através do chocolate. Mas o que é o chocolate no universo de n alimentos que tendem para o infinito? Vou ali espreguiçar-me no sofá e sentir-me um Homer que devorou uma caixa de Donuts e um barril de Duff.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Um dia







Um dia vai ser tudo fácil. É sempre esse o sonho. Vou ter algo minimamente estável, sem partidas nem regressos. Vou dominar os conhecimentos, vou ser capaz de fazer uma noite sozinha no serviço do hospital. Vou ter idade para me reformar e ainda dizer "xpto" como a minha nova chefe. Um dia vou ser grande, não em estatuto ou altura (que já é difícil crescer mais) mas em sabedoria e experiência. Um dia. Sempre um dia. Não hoje.

domingo, 4 de abril de 2010

Consegui não chorar nem me emocionar quando te despediste. Consegui dizer o que é usual, ainda que a meio tom. Consegui olhar para ti e deixar-te ir sem uns incontáveis últimos beijos. Mas não é por isso que deixa de ser sempre difícil.

sábado, 3 de abril de 2010


Já fiz e desfiz malas umas centenas de vezes. Já devia estar habituada. Já devia ser algo inato, automático, rápido. Mas não. Só de pensar que tenho de arrumar tudo e voar com as minhas coisas, novamente, já é meio caminho andado para uma insónia inicial. Não me apetece, simplesmente. Seleccionar coisas, prever, imaginar, tudo aliado a 250 gramas de medo, 150 de insegurança e milhares de dúvidas.


Mas antes e, acima de tudo, amanhã é dia de Páscoa. E vai haver tarde de ananás merengada. E não vou assim para tão longe. E a Primavera há-de fazer-se notar rapidamente, espero.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Do género de uma resolução...

Eu queria ser mais segura. Eu queria ver um futuro colorido e cheio de ti. Não quebres então as palavras.