
domingo, 28 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Faz hoje dois anos, pai. Ainda bem que nem te lembras e nenhum de nós tocou no assunto. Sei que ficas triste pela nossa muito frágil ligação a teu nucleo familiar o que fez com que, para mim, nem tenha conseguido chorar (não leves a mal, a culpa não é minha, nem tua, simplesmente foi a distância e a diferença). Mas sei o quanto para ti ele É importante e deve estar lá em cima, a olhar por ti com muito amor.
Foi nesse dia também que tive um dos mais nobres gestos de amizade. Já não sei o que é feito desse amigo, agora. É sempre assim, nunca conseguimos segurar muitos dos que nos são realmente queridos.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Dar a mão
Dou-te a mão, para que não corras demasiado e te percas. Para que, se ficares para trás, me possa aperceber e dar-te força para continuares. E dou-te a mão, essencialmente, para que leias todas as suas pequenas rugas e adivinhes, em proporção inversa, as minhas pequenas estórias.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Pessoal e intransmissível
Chamo-te por todos os nomes, excepto pelo teu. Percebi que se torna impessoal chamar as pessoas que nos são próximas, pelos seus reais e verdadeiros nomes. Chamo-te por todos os nomes, sempre mágicos e sinónimos, para que a purpurinha nunca seja quebrada pela formalidade. Chamo-te pelos nomes que inventámos, do nosso dicionário tão próprio. Chamo-te tantas vezes, quiçá também nas noites de pesadelos e sonhos, onde ninguém ouve, ninguém sabe, excepto o meu vazio.
Chamo-te,uma e outra vez, por cima de toda a distância, de todos os barulhos que poluem o coração, que detorpem os sentimentos. Espero sempre que oiças, mesmo quando te chamo em silêncio. Chamo-te desta forma tão pessoal, tão intransmissível, para que saibas sempre que é para ti.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Sonho
Quando um dia eu atingir muito daquilo que sonho, vou perceber e vou sentir-me feliz? Ou vou existir numa dormência profunda, como agora, quando penso raramente no que já conquistei e só me alegro nesses vis momentos de lucidez?
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
E se, e se, e se... Hoje questiono-me em tudo e chega a ser reconfortante ficar pelas memórias, perceber que nem sempre fui quem era, que vivi imenso, mesmo que o guarde só para mim. Mas não deixa de ser inevitável, tropeçar nos novelos das dúvidas, das indecisões, dos factos marcantes, das historias.
Um dia roubo uma estrela e escrevo um livro só para mim, à sua luz.
Memorias
De entre todos os meus medos, tenho receio de perder as minha memórias. Não quero apagar as minhas mensagens bem antigas no telemóvel, não consigo rasgar os meus diarios de adolescente, não me apetece eliminar o meu perfil no hi5 (apesar de já lá não ir), comprei um disco externo para ter todos os albuns musicais, fotografias e filmes importantes; é sempre novidade quando releio o livro de finalistas do 12º ano e tenho lá as dedicatorias de todos os que na altura eram imprescindiveis; não me vou desfazer nem por nada das cartas que troquei entre o 10º e o 12º (nem as outras, mas estas são realmente mágicas) e vou ter de adquirir um novo quadro de cortiça para pendurar no meu quarto porque o que tenho estás completamente lotado e já com imensas camadas de reliquias sobrepostas.
É assim tão anormal, este meio medo?
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Soube-me bem, ontem, naquele café relâmpago, ver-te assim crescido. Algo em ti que me fez acreditar que, quando se quer muito uma coisa, nós vamos atrás, nós mudamos. Não deixamos de ser quem somos, pelos outros, mas sabemos adaptarmo-nos, sem retalições, sem acusações.
E sim, os homens também sabem amar e sofrer, quando é preciso, sem se sentirem menosprezados por isso. E tu, és o meu herói nesse aspecto. A forma como falas Dela, apesar de tudo, a tua devoção, o quanto de ti mudaste e cresceste, os teus medos. Sim, tens de vir à terrinha mais vezes.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Low battery
Já não é a energia de antes. De quando algumas vezes, principalmente há dois anos, corria Coimbra à noite, deitava-me às 3h/4h (também acontecia ser mais tarde) e acordava às 7h para o estágio, completamente fresca e sem precisar de café. Ou então das noites de queima/convívios em que cheguei a fazer directa.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Música
Hoje ouvi uma música que já não ouvia há muito tempo. E sorri, deixando-me ouvi-la até ao fim. E fiz contas...
1, 2, 3, 4, 5, 6 anos... Estou definitivamente a ficar com idade a mais. Mas foi bom, muito bom. Não era assim tão imatura ou irrealista. Fui eu, crescidinha demais para idade.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Carnaval
Eu não sei se gosto ou se não gosto do Carnaval. É um bocadinho como de política. Há dias em que tenho paciência para ver debates, em que me esforço para perceber a gíria política, os casos freeport ou face ocula, as ideologias de cada partido. Há outros em que não consigo ouvir falar do que aprova ou deixa aprovar o parlamento, no OE ou no Tratado de Lisboa.
O Carnaval é a mesma coisa. Quando vejo as imagens do sambódromo do Rio de Janeiro, só me apetece gastar uma fortuna e ir lá para o meio. Quando penso que nunca tenho o disfarce ideal, que o tempo nao ajuda para as festejos carnavalescos ou que me arrisco a levar com água ou a ver homens feios vestidos de mulher, desisto da ideia.
E a ver vamos, carnaval e política é a mesma coisa, anda tudo mascarado e não dá para perceber muitas vezes quem é quem ali no meio.
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
chama-se
era imenso.escuro.avassalador.um dia abraçou-me. não queria deixar que me tomasse como sua, mas foi tão perserverante que acreditei que se iria embora rápido, estava só de passagem, só para me ensinar qualquer coisa. não foi, está cá, agora e ainda e para sempre. Chama-se medo.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Start
'Nobody said it was easy
No one said ever said it would be so hard
I'm going back to the start'
in 'the scientist'-Coldplay
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Big girls don't cry
Quero muito muito chorar. Nada de novo, nos últimos tempos. Já me apetecia há um bocadinho mas, nas minhas visitas diárias pela blogosfera, li um texto perfeito, verdadeiro e comovente que me deixou ainda com mais vontade.
Mas a meninas grandes não choram.
Senhor Doutor
Há médicos e médicos. Quando tive conhecimento do modelo biómedico, nunca pensei que ainda se aplicasse nos dias de hoje. Mas é verdade. Médico que é digno de 'Sôdoutor' é frio, sintético, a patologia vale mais do que a pessoa e o que interessa é despachar. O utente é visto exactamente como um paciente e objecto.
Eu pensava que isso era um estereótipo. Que é. Porque há excepções, ainda que raras. Mas hoje, comprovei mais uma vez que não se pode ser bom em tudo. Ou se é bom cirurgião/clínico, ou se é bom comunicador. Não se pode ser as duas coisas. E o meu médico de família, desconfio, não é bom em nada. Mas não se pode mesmo ser tudo, meus caros. Para alguma coisa, existe a Enfermagem, que não se livrando de alguns maus profissionais, sempre é mais equilibrada e holística.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Amanhã
O futuro é sempre longe demais. Não existe curto, médio ou longo prazo. Existe sim esse Amanhã que nunca é amanhã.
Desaprendi a viver no hoje, pelo menos, em alguns assuntos.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Porque eu mereço
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Não digas nada hoje. Sossega-me o coração, faz uma fogueira lá dentro, para que fique quentinho (tem andado tão frio!) e diz-me coisas. Palavras, sussurros, declarações, coisas boas.
Porque eu mereço!
Porque eu mereço!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Eu gostava mesmo era de ter coragem e calçar as all stars com as minhas novas calças skinny pretas. E depois uma camisa clarinha ou uma camisola daquelas descontraidas e largas e sair assim. E o topo era ir para a universidade, de pasta na mão e saber as ultimas novidades com os amigos. Das tertulias dos bares da universidade ou dos míticos jantares em casa do pessoal, que, nos últimos tempos, eram cada vez mais produtivos e me faziam trazer sempr
e uma lista de filmes, séries, músicas e livros para arranjar.
Mas a) nao tenho coragem para sair assim à rua, pois se já não me dão a idade que tenho de botas de salto e roupa à betinha, assim seria mil vezes pior e nunca se sabe quando vamos encontrar o director de enfermagem mais in que vai olhar para nós e achar que merecemos uma oportunidade pela credibilidade (e currículo, já agora); b) já acabei o curso e a faculdade vai ter de me aguardar (gostaria que fosse para breve o regresso); c) tragédia cruel, coimbra fica de novo em stand by e, com ela, os serões produtivos e as noites ricas de conhecimento (e não só, que isto de ir sair e dançar com as meninas, é também memorável).
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