Das cidades que me enchem de Luz, Lisboa é uma delas. Já o referi, não me canso de o dizer. Não quero lá viver. Tenho medo de me desiludir. Portanto, de cada vez que lá vou, sabe-me sempre bem. Sabe-me a dia de verão ameno.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Coisas que não gosto #2
Pessoas que falam muito. Que quase não respiram com receio de perder o seu brilhante raciocínio e se atropelam em pensamentos e palavras. Já diz o ditado que quem muito fala pouco acerta. Pois é, eu subscrevo e questiono-me que medo é esse que as pessoas têm do silêncio.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
L.o.v.e.
De repente volta a ansiedade para que chegues bem e rápido, o desespero para que os relógios não se atrasem e nao demore para te voltar a tocar, a sentir, a amaldiçoar toda uma distância necessária e, ainda assim, cruel. Podia dizer mal da saudade. Porque o pior da saudade, é o medo que os afectos se percam, que a memória não suporte mais tanta coisa e faça um reset sem permissão. E depois que é feito de nós? Ainda não se fazem cópias de segurança para estas coisas. E segurança é coisa que não conheço, porque vivo com o medo na ponta dos dedos.
Nunca ninguém disse que era assim difícil. E o que importa isso nos nossos momentos bons, que valem sempre acima de tudo?
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Coisas que não gosto #1
Não gosto de pessoas que invadam o meu espaço pessoal sem lhes dar permissão para isso. Que mal me conhecem e se sentam demasiado perto de mim. Ou que se aproximem e tenham necessidade de, enquanto falam, me tocar no braço. Não gosto. Há uma distância que deve ser respeitada. É isso e não me olharem nos olhos quando falam para mim. É que eu gosto de fazer isso, é sinal que valorizo a pessoa e que não temo nada. Ou ainda quando olham para mim de alto a baixo enquanto me dizem qualquer coisa. Ou fixam o olhar em alguma característica minha. Parece que estou numa avaliação qualquer, sob um ohar inquisidor que me vai mandar para a forca. Não gosto.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
E é num repente que tudo desaba. Bastaram meia dúzia de palavras para me deixarem sem chão. Não é que não se viva. Nunca ninguém morreu por desamor e o tempo encarrega-se sempre por nos dar alternativa. Mas enquanto achamos que se morre, enquanto as expectativas, os sonhos, promessas e tudo o mais se revelam pequenos cancros que nos consomem, o mundo reduz-se à nossa tragédia. Felizmente foi coisa que durou pouco tempo. Acordei, ainda que em estado de pânico e foi só mais um pesadelo. Mais um contigo. Nada de novo. E os pesadelos transformam-se num alívio quando o sol entra pela janela. Pudesse eu apenas abraçar-te naquele momento.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Faz-me confusão
apagar uma por uma cada mensagem do meu antigo e velhinho telemóvel. E são umas 800 e tal. Não são mensagens simples. São o resumo de alguns anos. Talvez dos meus melhores anos. São palavras bonitas que os outros me enviaram. Muitos deles já nem os conheço. Mas o que importa isso? É uma falta de oxigénio na memória que se me dá. Como se eu estivesse a perder todas as provas que me fizeram feliz. Dá-me saudades dos amigos, das antigas paixões, do namorado. Foram momentos que não voltam mais mas, mais importante, momentos que vão ficar perdidos para sempre. Talvez seja uma libertação. Uma pessoa deve viver o presente. Mas eu gosto muito das minhas memórias, das minhas pessoas, dos meus momentos. Porque em tudo o que aconteceu, eu fui eu, sem margem para arrogâncias, para mentiras ou arrependimentos. Porque eu tenho medo de me desorientar e perder tudo o que guardo. E porque é impossível lembrar tudo e a memória do telemóvel é mais uma preciosa ajudar, a adicionar à do computador.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Hoje foi praticamente um dia onde toda a gente me elevou o ego. E porque estava bonita, e porque tenho um sorriso bonito e por aí. A coisa significante não é eu vir aqui dizer isto. É-me igual que achem ou não achem. A opinião é uma liberdade que já conquistámos há muito. Mas às vezes um elogio é mais profíquo que a melhor das maquilhagens para nos dar um brilho. Portanto, quando se tem de elogiar, é bom que o façamos. Nunca sabemos se estamos a dar uma benção a quem o recebe.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Ser-se adulto
Porque é que às vezes as pessoas adultas comportam-se como os miúdos do ensino básico? É com o "diz que disse", com as queixinhas, com as guerrinhas pessoais. Haja paciência. Eu pensei que ser-se adulto era um privilégio, vários níveis acima na pirâmide etária que se traduzem em atitudes responsáveis, dignas. Pelos vistos não. Ser-se adulto pode ser significado de parvoíce, e muita.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Por outro lado
A casa dos segredos terminou mas agora começam os 15 minutos de fama de alguns concorrentes nas revistas. Oh não, eles dominam o mundo. Bem pior que uma invasão de extraterrestres ou a proliferação de um vírus mortal. Me-do.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
E começa a festa
É mais ou menos assim quase todos os anos. Os debates políticos, as promessas, o tempo de antena, as acusações, as conversas de café, os jornais, televisões e rádio cheios do mesmo. E o facebook agora também. São as sondagens e o diz que disse. Sempre o mesmo carnaval fora do seu tempo. E eu ainda cá ando há pouco tempo e já não tenho muita paciência. O facto é que a política é uma novela pouco original. Pedem-nos que acreditemos, que nos envolvamos, que o nosso voto é decisivo mas aquilo é tudo farinha do mesmo saco. Ou se não é, e tenho de acreditar que não é mesmo, enganam-nos muito bem. E a culpa não é só dos que lá estão no poder. É nossa. São as pequenas coisas que fazemos ou que pensamos que estão lá representadas. Porque os políticos não são deuses nem diabos. São pessoas.
domingo, 2 de janeiro de 2011
E o amor...
Não é uma despedida. Ou talvez seja. Talvez seja a promessa do regresso. Ou o medo que não se regresse. Tudo misturado. Talvez seja a lágrima da despedida. O sorriso fixo da vinda. Talvez seja quando te peço que não vás. Ou quando me dizes que tem de ser. Talvez seja quando sonho connosco. Ou quando tenho os meus pesadelos contigo. Ou é quando tenho a certeza que voltas. Ou quando tens a certeza que é eterno. Diz-me tu. sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Ano novo
Toda a gente faz o seu balanço do ano velho. Toda a gente faz projectos para o ano novo. Eu acho giro porque é sempre o mesmo ciclo e o ano novo pode ser quando eu quiser. Mas não quero também eu deixar de fazer os meus planos. Na verdade, não há grandes planos. Há que agradecer pelo que tive e pedir que seja igual. Venha daí muita saúde. Venham daí muitos momentos românticos contigo, muitos mimos, muitas discussões construtivas e muita aprendizagem para sermos felizes.E muitas noites a trabalhar no hospital que é bom presságio. Venha daí a família sempre unida. E, se for possível, muita formação profissional. Venha daí a coragem para enfrentarmos a crise. E muitos momentos bons com os amigos. E é isso. Venha daí a vida.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Unintended
Tu podias ser a minha palavra se eu falasse. O brilho dos meus sonhos se não tivesse pesadelos. Os meus passos se eu não me recusasse caminhar. A minha transparência se eu não fosse opaca. Tu podias ser o meu analgésico e és o antídoto, o que pode ser uma antítese. E se isto não fosse uma metáfora, podia ser uma personificação.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Eles

Eles foram dois corpos sem forma que um dia renasceram juntos. Foram dois corpos que nunca souberam comunicar, mesmo que falassem entre si. Corpos que nunca se misturaram, que nunca souberam dançar a melodia dos amantes tardios. Que nunca se souberam esperar. Nunca souberam mais nada do que o orgulho. Eles foram sempre dois, as suas histórias nunca foram A estória, porque nunca souberam ser menos que dois. Queriam ser muita gente quando era esse o segredo, ser apenas um. Eles nunca se conheceram bem, apesar de acharem que sim. E quando se olhavam, não viam mais do que o fim do mundo, do que a tormenta. Eles não sabiam que o cinzento existia. Viviam num limite, ou se calhar ela no menos infinito e ele no mais infinito. Eles eram o demónio e o anjo ao mesmo tempo, a palavra e o silêncio, a noite e o dia.
Eles foram sempre eles, sem nunca sermos nós.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Medo
Há que ter medo. Sempre medo. Não um medo escuro. Um medo transparente. Um medo que não nos sofoque mas que não nos dê excesso de confiança. Com medo a mais, vivemos de menos. Com medo a menos, vivemos na loucura. E a loucura não nos deixa ver com a clareza suficiente o que é realmente importante. Ter medo pode ser limitador ou motivador. A escolha é nossa.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Os feriados bons
são com sonos prolongados, sem relógios nem pesadelos. São com cafés numa esplanada e conversas cúmplices. Depois chuva e gelado. E um passeio. E ainda um bom jantar. Acabar no sofá, com muita preguiça mas feliz. Amanhã é dia de trabalho e é bom também.
domingo, 5 de dezembro de 2010
< 3
Quero tréguas de um cansaço emocional. Quero deitar-te no meu peito para que sintas que os meus batimentos cardíacos se acalmam quando estás comigo, quando me falas com doçura, quando me enrolas os caracóis na ponta dos dedos e quando me dizes que o futuro é nosso. Quero dias sem horas, sem partidas nem regressos, apenas o vazio, a imensidão de relógios sem ponteiros. Quero as palavras ditas no timing certo, palavras que rimem com afectos bons, com mimos bons, com sorrisos melhores ainda. Quero chuva lá fora enquanto me enches de sol. Quero-nos tanto, ás vezes mais, às vezes menos, dependendo dos nossos humores lábeis, mas sempre.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Do facebook

Ponto nº 1: Eu não entendo como é que me enchem o mural do facebook com frasesinhas ou citações pirosas de tudo quanto é livro ou pensadores mais ou menos filosóficos. Apercebo-me que há pessoas que conseguem publicar umas dez seguidas! Ou andamos muito espirituosos e com isto da crise nos tornamos mais recatados nos nossos pensamentos e mais disciplinados no coração; ou é tudo para demonstrar que somos uns intelectuais geniais; ou é para ver se sacamos alguns comentários porque tem-se uma vida miserável e socialmente nula ou, ainda, mandar alguma indirecta. E depois vão-se a ver os autores e é sempre a Margaridinha Rebelo Pinto (onde estava com a cabeça para no passado ter comprado livros dela??) ou o Nicholas Sparks (idem aspas) ou de outros autores muito light (e muito sem sal também).
Ponto nº2 Porque é que existem pessoas que estão sempre a actualizar o espacinho que diz "em que estás a pensar?". Encontram-se pérolas do genero "já não aguento mais"; "não tenho sono"; "não me apetece ir trabalhar"; "a comer chocolate"; "a fazer o presépio"; "um dia tudo pode mudar". WTF? O que é que isso me interessa? Não têm vida real? Vejam a Casa dos Segredos.
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