domingo, 15 de abril de 2012

Love is our resistence*

Da nossa loucura ou da nossa calma. Da intensidade ou da doçura. De mãos entrelaçadas ou num beijo descontrolado. Não interessa. Gosto desta ideia de poder partilhar a minha vida inteira ao teu lado. Mais, imagino-me, algumas vezes, nessa vida. Imagino-te, imagino-nos, sorrio e brinco com os sonhos. Ser-te, sermos nós. seres-me. Ser feliz é um cliché. Quero amor, este, sempre a crescer, sempre cheio de adrenalina ou de bradicardias em uníssono. Não interessa, repito. Pode ser só isto que já é tudo. Desde que seja para todo esse sempre que me prometes.


*Muse - Resistence

sexta-feira, 13 de abril de 2012

As noites deveriam ser feitas exclusivamente para dormir, namorar, sair e ver séries. trabalhar. E, no meu caso específico, estudar, que me rende sempre muito mais.

domingo, 8 de abril de 2012

O sr. M. morreu às 7h55. Fuck. Fuck. Fuck.

Da minha Páscoa


O sr. M. morre aos bocadinhos. Ontem já se despediu da esposa e dos filhos. O sr. M. morre-me sem eu perceber bem como, como todas as mortes anunciadas, as quais nunca percebemos bem como acontecem. Nada de novo. Era só que eu gostava muito daquele senhor, de toda a sua altivez, de toda a sua necessidade em conhecer a doença, de todas as vezes em que me enumerou os efeitos adversos dos vários fármacos que tomava e das interacções possíveis. Tantas vezes me mostrou, nos vários internamentos, livros e autores novos. 
O sr. M. morre-me mas ainda diz o meu nome e me reconhece a voz. Na face dos filhos não há revolta ou incredulidade face à rápida progressão da doença. Há paz. Uma infinita sabedoria que nos ensina que é possível fazermos o luto de uma forma cândida. Eu não os conheço...vejo-os, falo com eles, são afáveis e conversadores mas não os conheço. Também não conheço a esposa que chora, apesar de ela ser muito querida.

Não quero chegar ao hospital, hoje à tarde, e saber que o senhor morreu. Quer dizer, lá no fundo, quero, só porque sou egoísta o bastante para não querer que seja num turno meu. Eu sei que vou chorar.Que não vou saber dar a notícia, apesar de tudo.

Portanto, esta é a minha Páscoa. Sem ressurreições por estes lados. Já fui à missa fazer o mesmo de sempre: nada. Mas fui, para ver se compreendia o facto de ser necessário sofrer tanto antes de morrer. Mais uma vez sem reposta, mais uma vez a contar os minutos, mais uma vez a fazer uma coisa que não me trouxe sentido. Mas tudo bem.

Está tudo bem porque a família se reúne, porque há saúde, porque há sol, apesar de tudo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Afinal, a minha fome desmensurada após as noites de trabalho, tem explicação científica. Sinto-me muito melhor!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Eu acho que se conseguirão bons estudos na área da psicologia quando se começar a investigar a vida social das pessoas através do facebook. A sério que sim. O estudo do comportamento humano levará uma revolução. É uma pena não poder fazer a minha dissertação sobre isso, ainda que, empiricamente, eu consiga perceber que 90% das pessoas com actualizações regulares, tenham muita falta de afecto e tempo demais. 

sábado, 24 de março de 2012

We are the perfect two

E são quatro anos de nós. Pouco ou muito, isso será sempre relativo. É como te disse, por um lado, parece que te conheço desde sempre. Por outro, ainda não acredito que fui abençoada contigo e com tudo isto de bom que  somos e construímos.Amo-te. Tanto. Meu amor

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terça-feira, 20 de março de 2012

Estou órfã de ideias. Preciso de um clic, de vários ciclos respiratórios ritmados e de contar até ao infinito, desde que o infinito me traga uma questão de investigação. Ideias há muitas. Conceptualizar é que é o mais difícil.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Permitam-me que também fale de futebol

Sei de antemão que jogos de futebol não são para mim. Não sei ao certo quando deixei de me contagiar com todo esse mundo de fé, quase a religião mais praticada em todo o mundo. É que eu já gostei muito, a sério que sim.
Ontem voltei a vibrar com o meu clube. A coisa foi de ansiedade e resmunguices até ao apito final. Não sou mesmo nada dada, já, a estas emoções.

quinta-feira, 15 de março de 2012

contra-senso.

O meu maior medo, ou mesmo terror, são vários. Mas não sou propriamente acometida a medos. Existe sim um arrumar para o lado a ideia de que um dia, toda eu serei sonhos por concretizar, recordação em fotos amarelecidas, corpo (des)humano em decomposição. Inquieta-me saber o que virá porque, no fundo, eu sei que não vem nada e isso faz de mim uma descrente em todos os sentidos. No fim, todos seremos iguais: lembranças que mais tarde ou mais cedo, ninguém vai lembrar mais. Eu queria viver muito e bem para morrer em paz. Mas não sei como se morre em paz porque só vejo pessoas a morrerem em sofrimento. Também não sei o que é viver muito e bem, porque às vezes quero tudo tão sofregamente que acabo por me dirigir ao pólo contrário e ficar quieta.

Quanto mais vivo, menos sei. E é tudo um contra-senso. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Gostamos de dias com cheiro de verão antecipado, de resgatar as roupas mais frescas, de não sentir frio por todos os poros. Sabemos que isto ainda não é definitivo mas é bom demais para não ser aproveitado!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Do dia da mulher

Eu não sou propriamente a favor. Toda a gente tem a noção de que as mulheres continuam a ser super-mulheres. Muito há ainda a percorrer no que concerne à igualdade entre géneros porque ainda se ouve muito "o meu marido ajuda qualquer coisa em casa". Oi? Não é suposto ajudar, é suposto haver uma parceria. É suposto se dividir tudo, o tempo dos homens no sofá e da mulher na cozinha está a passar do prazo. E isto ainda muito pouca gente entendeu. E a culpa não é só dos homens, é maioritariamente nosso por não nos sabermos impor. Mas adiante. O dia da mulher. Não sou propriamente a favor. Não há o dia do homem. Mas quem não gosta de um mimo?

[do género, amanhã o meu colega ofereceu-se para me levar o jantar para o hospital, que fazemos turno juntos.sweet]

domingo, 4 de março de 2012

Pois que Março começou com o meu aniversário. E os 25 já ninguém mos rouba, apesar de sentir que as rugas periorbitais estão vincadas, que o primeiro cabelo branco já chegou e que as noites de trabalho tiram-me anos de energia.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Por vezes, quanto mais conheço os outros, mais gosto de mim. Chamem-lhe presunção, que não é. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

As realidades que conheço no hospital são, maioritariamente, muito nubladas e cinzentas. São mais as histórias que terminam em mal do que em bem. A evolução é sempre "involutiva". E se, por vezes, parece que passamos impunes e temos sempre um sorriso de motivação para continuar, muitas são aquelas em que nos apetece fechar no buraco mais perto e gritar contra as injustiças que não podemos remediar.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

As cumplicidades que se partilham em tardes douradas, de volta das bolachinhas de amêndoa, com uma música boa de fundo, sem a preocupação de trabalhos por fazer ou coisas para estudar porque o primeiro semestre terminou. O abre e fecha o forno com fornadas deliciosas, o cheirinho que fica pela casa. Eu sou decididamente uma pessoa de gostos simples.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O amor, esse, é uma bênção para quem o aproveita, para quem o sente, para quem é correspondido.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Tropeço em palavras e em frases, que vão ficando ao fundo de um lugar desencantado. Esquivo-me delas metade das vezes que as resgato para os meus lábios e para a candura das folhas brancas.

[Porque são sempre brancas, as folhas onde escrevemos ou a página do word?]

Por vezes, quando me perco no que não consigo dizer, não há palavras que me aliviem o pensamento. Ou então aparecem em avalanche e eu sem nada para as segurar, para as moldar, para as colorir.

[Não percebo metade do que querem dizer (me), essas palavras. Mas fazem-me sentido].

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Dormir bem e muito. Precisa-se.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Desse vício que é o telemóvel

É assim de um mau gosto muito, muito grande e de uma falta de ética e respeito, atender o telemóvel a meio de uma aula, a meio da prestação de cuidados a um doente, a meio de uma passagem de turno.
Mas que dependência demoníaca é esta? E não venham dizer que são só os adolescentes a fazer isto, porque eu afirmo convictamente que pessoas com mais de 30 anos fazem-no constantemente. Como é que as pessoas comunicavam antes de existirem telemóveis? Iam ao correio de 5 em 5 minutos enviar cartas?