domingo, 5 de fevereiro de 2012

Eu digo-te sempre o que penso. Não escolho palavras, não guardo para depois, não faço jogos. Sou como tu me conheces, uns dias mais colorida, uns dias mais cinzenta. Uns dias mais forte, uns dias a precisar mais de me aninhar em ti. Para o bem e para o mal tu sabes como eu reajo, como eu sorrio, como eu choro. Tu sabes tanto e eu gosto que me saibas assim, que gostes de mim assim porque se eu não pudesse ser como sou contigo, nada disto fazia sentido.
E o sentido maior de tudo isto, é este amor que nos embacia de sonhos. É a certeza que em dias frios como estes, no futuro, eu vou adormecer sempre quentinha, abraçada a ti.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Eu canso-me da incompetência alheia. Não que eu seja perfeita, nada disso. Mas a vida das pessoas e, importante também, a qualidade com que vivem, é a minha preocupação major na profissão que exerço. Portanto, é-me incompreensível assistir a tanta despreocupação alheia, ao deixa-a-andar, como se uma vida ou a qualidade de uma vida fosse um jogo de futebol da primeira divisão distrital, o qual ninguém quer ver ou indigno de atenção. Às vezes apetece-me chegar ao gabinete médico e simplesmente gritar, abaná-los a todos, sei lá... 
É que no final, quando tudo corre bem e a pessoa tem alta e vai melhor ou estabilizada, o actor principal é sempre o médico e é tão injusto! A sério. Não são todos assim meios-médicos, também há meios-enfermeiros, incompetentes. Mas da minha curta prática, é revoltante assistir a este desprendimento médico.

Mas lá está, com a incompetência dos outros, posso eu bem.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Soninho meu, soninho meu, há alguém mais cheio de sono do que eu?

domingo, 29 de janeiro de 2012

Estou assim, cinzentinha hoje, apesar do dia e das pessoas terem sido cor de sol. Estou a dever uma noite à cama, quero acreditar que é só isso.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Fala-se de mulheres com falta de...afecto

Não há volta a dar, mulheres que lideram à base de gritos e ameaças; mulheres que que são invejosas ou que implicam com tudo e com nada; mulheres histéricas, mal-educadas ou insatisfeitas com tudo, são mulheres com muita falta de afecto. Não me convém ser demasiado pormenorizada e afirmar que é falta de sexo, porque isso é equiparar as mulheres a bonecas insufláveis ou sublinhar um aspecto que nem é o principal. Prefiro dizer que é mesmo falta de um Amor ao lado, alguém que as mime, que as faça viver com a cabeça na lua, que as ajude a relativizar os percalços da vida e lhes mostre um mundo tão mais intenso. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Não são raras as vezes em que, quando te vais embora, eu procuro por algo de teu que tenhas deixado ficar.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Acordar bem após uma boa noite de sono. Arrumar a casa. Ter tempo para ir buscar pão fresco e preparar um óptimo pequeno-almoço enquanto acompanho com o (bom) livro do momento. Exercício físico e um banho quentinho e perfumado. Roupa escolhida, creme hidratante e o dia re-começa. Ainda são 12h30. E o meu dia de trabalho só começa às 15h30. Isto, é qualidade de vida, senhores.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Deixo-te para te voltar a querer com mais intensidade. Deixo-te porque tem de ser. À porta de minha casa, com um beijo para lá de prolongado, sempre. Deixo-te com um "Amo'te" porque o amor deve ser dito sempre. Deixo-te mas a minha casa és tu. Então, até já meu amor.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O Dr. House da Psicologia (como é por nós apelidado, secretamente) é meu professor actualmente e já o conheço desde a licenciatura. Hoje disse qualquer coisa como: "O passado só faz confusão e vem à baila quando o presente não é feliz".

A psicologia explicada por este génio, é realmente engraçada.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Não sei se sinto esta espécie de tristeza por ter vindo ou por me ir embora, novamente. E o tempo que é tão veloz.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

"Ainda és muito nova, tens muito de mau para passar".
É isto que me dizem frequentemente. O pessimismo é uma pérola nacional, mais do que uma característica, o nosso fado. Ninguém pode ser feliz, ninguém pode ter sonhos, ninguém pode esperar pelo futuro com um sorriso. Não. O futuro é mais do que negro, um bicho papão que nos trará sofrimento, desespero, batalhas perdidas. Não há volta a dar com estas mentalidades fatalistas, que se proliferam, e o problema não é da crise actual ou da austeridade. Isto vem-nos dos antepassados, quem sabe não está na nossa matriz genética. 
Quem é optimista é um parvo, basicamente. A minha e a vossa sina é pagarmos caro os momentos de felicidade que nos vão aparecendo, mais tarde ou mais cedo. E eu acho isto triste, contagioso. Infelizmente.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um novo ano.


Desejo'te ao meu lado com toda a paixão e amor. E ao meu clã, às 5 pessoas que vão estar sempre lá para mim. Desejo os amigos de sempre. Desejo a mesma saúde e paz. Desejo o mesmo trabalho. 


E é tudo, para 2012.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Do teu corpo. De encontro ao meu, que urge em ter-(te), sem demoras, que a vida é tão breve para desperdiçar minutos. Desses breves lapsos temporais, tão ínfimos, tão perfeitamente nossos. Desse vício que és tu, que me desassossega o coração e as prioridades. Vício bom, então.
Os astros alinham-se para nós. Para o (nosso) tão grande amor. Para a calma que me devolves.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal é família. Lareira acesa. Saúde. Conversas descontraídas. E muito, muito amor!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

sobre a minhas wishlist

As pessoas já me desejam boas festas e as prendas que eu mais quiser debaixo da árvore. No meu interior eu já sei que tenho todas as prendas, T-U-D-O! A melhor família do mundo, o meu amor, a saúde, o trabalho que eu gosto.
Permitam-se apenas, então, ser um bocadinho fútil (por momentos).

Esta Chanel fofinha, em vermelho.
 Uma Louis Vuitton alma, azul.
 Um Swatch branco.
 Estas Hunter by Jimmy Choo 
 Casaco comprido preto, da Salsa, AW 11/12


Um Labrador Golden Retrivier!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Eu gosto muito daquilo que faço, a sério que gosto. Da forma como os turnos fluem, sem darmos pelo tempo passar, das muitas pessoas fascinantes que conheço, da forma como me quero tornar uma profissional cada vez mais competente.
Portanto, venha sempre daí muito trabalho. Mesmo que o mesmo inclua fazer noites.

domingo, 11 de dezembro de 2011

É quando me dizes, antes de adormecer, o quanto me amas, que a minha certeza sobre o nosso futuro luminoso se intensifica e que a nossa distância física se evapora. É quando me prendes no teu abraço, no teu peito, no teu colo, que eu sei que mais ninguém me vai saber proteger como tu. 
É quando o amor (se) nos aparece assim, avassalador, que somos verdadeiramente nós.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

De como já faz 3 anos desde que estive em Erasmus

Estive ali no google street view a ver o prédio onde vivi durante 3 meses, em Oviedo. Estive a percorrer a Calle Uria, a matar saudades dos nossos percursos nocturnos, do hospital onde estagiei, da central de autocarros que nos viam chegar e partir. Estive à porta dos bares, a olhar o Jardim de São Francisco, a ma babar-me pelas inúmeras lojas, pela padaria que tinha aquele pão estaladiço e bolos tão bonitos (nunca chegámos a provar). 
Foi uma aventura muito boa. Três miúdas que não conhecia bem e com quem fui muito feliz. Uma cidade muito fria, onde de vez em quando nevava. Enfermeiros espectaculares e preocupados connosco. Quatro dias de estágio seguidos de fins-de-semana prolongados onde íamos conhecer mais. O chocolate quente com churros (e eu não gosto de churros). As saudades e a distância.
No fim de tudo, uma experiência inesquecível.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Das minhas noites

que começam às 9h da manhã. Como hoje. Gosto da sensação de chegar a casa quando toda a gente está a sair. Gosto de ver nascer o sol no hospital, na janela específica onde assisto em primeira fila. Gosto de me deitar após um banho bem quente, de sentir o cansaço a turvar-me a consciência, de pensar que estou a adormecer rapidamente. Ou de quando vou a conduzir até à minha real casa, de antecipar os abraços que vou dar aos que me são queridos, de pensar que após um almoço saboroso preparado pela avó vou dormir toda a tarde.
Nós, os freaks, que fazemos turnos, que não temos fins-de-semana certos, que temos de optar por ficar de folga no Natal ou na passagem de ano, que temos folga quando mais ninguém tem, também temos de ter alguma vantagem. E a única vantagem que tiro das noites é quando o relógio marca as 8h para passarmos o turno. Aí, apesar do cansaço, da dislexia, da hipoactividade, sou outra. Aí esqueço o quanto me custou sair de casa, enfrentar o frio e o sono, fardar-me num espaço gelado, enfrentar os corredores desertos e os utentes desorientados. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

E tu que já tens cabelos brancos.
O engraçado disso é que se traduz numa longevidade tua e minha que parece irreal. E eu comecei a fazer contas aos anos em que eu e tu passamos a ser amigos. E não é assim à tanto tempo, são para aí oito anos.
E a coisa engraçada é que eu já não nos reconheço na adolescência, no período conturbado em que esbarrámos e nos sentimentos que daí resultaram. Tenho memórias vagas, tenho registos escritos, mas apenas isso. Sei de uma verdade inquestionável, amei-te. Da forma platónica que se ama aos dezassete ou dezoito anos, mas eu tinha certeza daquilo, de que era para todo o sempre. Tonta.
Portanto, ver-nos envelhecer é engraçado. As certezas absolutas esbateram-se. Tudo agora é tão diferente, tão melhor, tão cheio daquela amizade que não precisa de ser dita, que não requer cafés periódicos. 
E é isto.