sexta-feira, 15 de maio de 2009


coimbra, passou a ser Coimbra, no ano passado. Quando todas as semanas me levaram a conhecer um sitio diferente durante uns meses. Antes, o devaneio, as queimas e as latadas, ainda não tinham surtido efeito. E depois percebo o encanto, reforçado pelos caloiros que nos dois últimos anos chegaram e que já trajaram, tendo-me deixado sem palavras quando re-traçei um deles.

Coimbra são as meninas. O sexto trás. Os nossos jantares. Enfermagem e muito estudo. Muitas conversas. Risos intermináveis. Filmes e Anatomia de Grey. Gelado de baunilha com bolacha. Pão de alho. Lágrimas. Neuras. Varanda. Dança. Xutos. Noites de queima que só quem as viveu sabe o que são. Pseudo-embriaguês de sono. Bailleys. Piano Negro. Esplanada da Associação. Jantares lá para baixo. Traçadinho. Guitarra. Serenata que me cantaram no 2º ano, em pleno recinto da queima. Segredos partilhados. Deitar no meio da rua. Gritar. Traje. Trabalhar. Filmes na cama. Sessões de relaxamento. 'Miúda'. Cartola e bengala. Ver as estrelas nos arredores. Parque do urso. O miradouro. Mc Donalds. Mc Donalds às 2h da manhã. Estágios. Estação de comboios. Táxi. Caminhar. Piscina. Dolce Vita. Fórum. Arroz Doce. Oasis. Fado. Lutas de garrafa de água no carro. Jantares nas cantinas. Figueira. Choupal. Arrumar. Frio. Sol. A Sé. As universidades. Calor. Magia. As monumentais. A lenda das bolas (lembrei-me da aposta que se mantém!!). Erasmus. Passeios. Feriados. Oração. Felicidade. Chocolate. Bicicleta. Chegadas às 6h30 da manhã. Noites de queima sem deixar de passar pela padaria. Os feriados.

.

Mas Coimbra sempre teve a Di e a Ana. Depois a Be. Por associação a Mi. Teve o Rui. Teve a Maria Inês. Tem o Bastos e o Gasosa. Coimbra tem a Andreia, a minha voz. A açoreana de 4 estágios seguidos e confidências. O Tó. As minhas meninas de Erasmus. Coimbra tem muita gente que admiro e gosto.



Coimbra!





domingo, 10 de maio de 2009

Once upon..

.
~
Era tal e qual uma Amelie Poulin, só que esta, dançava. Dançava, até, ao som de um folhear de um livro. E amava. Amava mais. Amava o coração e a carne, numa simbiose quase psíquica, num devaneio que lhe queimava a derme e lhe roubava saúde.
Um dia não morreu. Porque já não se morre de amor.
.

sábado, 25 de abril de 2009

coisa nenhuma

Faz alguma coisa das minhas palavras, dos meus afectos, de mim. Qualquer coisa que me diga que eu nao vou cometer os mesmos erros que todos à minha volta fazem.

Chateia-me essa ideia da aprendizagem social. Por isso tenho medo. Muito.

quinta-feira, 16 de abril de 2009





Eu sou de letras.







sábado, 21 de março de 2009

21' Março' Dia da Poesia



Trago a saudade na boca
Beijando as palavras.
Saboreio as lembranças
Em doces tragos
[de vazio].
E amo esse silêncio
De lábios rubros.
Tão imperfeitos
Quanto o mundo.

[Dos melhores que escrevi, há já muito tempo]

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Erasmus




Tenho a mala de regresso para fazer e pouca vontade.

Só vão caber as saudades antecipadas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009


Um pouco mais de COR
cá dentro.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ao vivo na rfm...





Só eles me estão a manter acordada. Mesmo que quase do outro lado do (meu) mundo.



'As saudades que eu já tinha...'
'
Obrigada aos que estão a partilhar mais este concerto deles comigo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009





Dói-me um bocadinho

o pensamento...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

' - Chica portuguesita, tienes espellos en su casa?
- Si. Mas por que pergunta?
- E no que pensa quando se mira?
- No penso en nada! (penso que estou com o cabelo no ar, que me apareceu uma borbulha nova, que estou sem paciência para me arranjar porque nao tenho tempo...)
- Pos venga, debia pensar que es irresistible. Por que és! '
.
Conversa as 11h e qualquer coisa da manha, enquanto trocava um soro glicosado 5% por um fisilógico a um senhor com idade para ser entre meu pai e meu avó e tinha acabado de realizar duas colheitas de sangue com sucesso, sozinha, e puncionado com um catetér 20G, também com exito.
E eu pensava que com farda, cabelo apanhado e cara de sono era o terror da enfermaria.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Sou


Sou uma essência de canela e alecrim com uma pitada de café forte e chocolate preto. Qualquer coisa de impossível porque não sou um somatório. Sou eu, e eu e mais eu...arte em partes desiguais. Por isso sou imensamente imperfeita. Nem sequer uma tela abstrata, uma escultura menos vanguardista; tenho imensos defeitos que preencho com as doçuras a que, por vezes, me permito.E tenho o medo louco que os outros apreendam primeiro todos os defeitos. Que vejam apenas essa fragilidade de pequeninas insignificâncias.

Mas eu gosto de mim. Tanto que me levei a tomar um chocolate quente, vi dois filmes que me aqueceram o coração, fiz todas as máscaras possiveis, coloquei todos os cremes e experimentei um novo penteado. Para terminar, quem sabe, um bar simpático com um bom samba ou somente uma conversa inteligente e construtiva

[Erasmus]

domingo, 18 de janeiro de 2009

Quero um chão de madeira e a minha guitarra que deixei em casa. Quero que, por artes mágicas, consiga tocar todas as minhas músicas favoritas. E quero ficar horas sentadas nesse chão, assim, perdida, a tocar.
Preciso de palavras. Estou a perder, se é que alguma vez tive, o jeito para brincar com elas. Preciso que mas digam, que me inspirem e quem sabe, nao consigo finalmente compor a minha música, não somente escrever a letra.



O meu coração bateu rápido, agora.
[Pode ser que um dia tenha uma taquicardia destas que eu costumo ter, e seja fulminante. E depois passa a ser visível que dói. Porque me disseram que o coração só dói quando pára, se bem que o meu dói muitas vezes]

Mas esta taquicardia foi psicológica, não das normais. Foi o medo de que nunca a consiga compor. Pelo menos, o livro já está escrito.

Dia assim.

Saber

"São tantos os medos
Calados por dentro
Estilhaços de guerra
Sem luar nem vento
Cravados tão fundo
No peito
Sem ninguém que os arranque
Sem ninguém que estanque
O mal que foi feito"
in 'Antes da Escuridão', de Mafalda Veiga




A todos os que nunca saberei amar na totalidade. E a ti, em especial, que posso nao saber demonstrar.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sei dizer

É sempre mais do que te sei dizer.
É um beijo cândido, numa lista pendente de afectos que guardo, à espera que te aproximes e me roubes do mundo real.

E é sempre saudade, mesmo quando me dás a mão, ainda que antecipada.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008


Com quinze anos:
.Fiz dois ou três amigos para a vida;
.Acabei o 9º ano com diploma de distinção;
.Tive o primeiro namorado;
.Mudei de escola para o 10ºano;
.Conheci outros amigos que se tornaram imprescindíveis;
.Desisti do sonho de medicina;
.Chorei, sofri,ri, aprendi;
.Só ligava a tv para ver mtv;
.Lia imenso;
.(...)

Puto, com quinze anos, vais pensar que conheces o mundo; vais achar-te o maior; continuar a acordar 10 min antes de saíres de casa, sendo que 7 são para delineares o teu cabelo à beto; ganhar mais medalhas no atletismo; perder uma vez comigo no xadrez; aprender que precisas de estudar o mínimo porque agora é a sério; cresceres 10cm por mês, passar a desfazer a barba,no mínimo, uma vez por semana (...)

Estás grande, será que a adolescência também te vai retirar o abraço reticente que ainda me dás?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Para a Gémea dois anos mais nova

Quando li o teu mail sentir a distância a alongar-se.
Saudade dos olhinhos verdes e das sardas. Saudades dos nossos risos histéricos a tender para o psicadélico. Saudade das depressões colectivas e da nossa embriaguês psicológica. Dos biscoitos de chocolate com as letras e nós a escolhermos e a formar palavras. Saudade de dançar contigo. De vestir o pijama e ficar a ver contigo 'donas de casa desesperadas'.
Devia ter menos dois anos e estar a viver contigo tudo isso de novo..mas não. Assim quem é que tentava ensinar-te alguma coisa, se bem que acho que és sempre tu quem me ensina mais? Quem é que fazia de ama galinha e te censura do facto de (felizmentente) só não comeres batatas fritas ao pequeno-almoço? Ou brinca contigo quando fazes massa para o lanche ou às 5h da manha depois de um noite bem passada?
És demasiado parecida comigo. Para o bem e para o mal. Pensas demais, esperas demais dos outros, confias, acreditas, sonhas que ainda podes mudar o mundo..e procuras aquilo que eu sempre pensei ser uma razão para ser feliz. E é, minha pseudo. É mesmo...mas não a única. Da tua idade (desculpa mas tive de escrever assim...não é o que sinto, acho-nos semelhantes até na idade) pensava exactamente assim...e tinha muitas histórias para contar, muitas personagens que vejo agora como secundárias (mas só agora). Aspirava (e aspiro) a algo etéreo, puro, impossível de descrever em palavras..algo que me arrebatasse de um mundo que não aceito como meu. Se o encontrei? Acredito que sim mas as coisas são reais, não podes apenas fazer e querer delas um sonho constante. Por isso é importante não teres expectativas...Não vivas do amanhã...nem esperes sempre tanto..,já te disse, és a pessoa que mais merece tudo isso portanto, é só uma questão de tempo. Pela tua pureza, pela tua genuinidade e bondade. Pela tua fé.
O tempo ajuda-nos a crescer e a aprender. E nada é estanque, o dinamismo é difícil de conciliar com o equilíbrio. E é difícil tentar ser feliz todos os dias..é preciso saberes dar muito de ti, ambas sabemos isso.
E sim, também já me perguntei se é isto que quero fazer para o resto da vida. Vim porque escolhi, porque tive média..Agora não sei se voltaria...não é fácil gerir emoções, não é fácil pensar que vamos fazer isto para o resto da vida. É uma profissão pouco reconhecida, muito trabalhosa, na teoria e na prática, às vezes esgotante...Mas só quando olhares o reconhecimento no olhar dos utentes , o alívio, o agradecimento; só quando lhes apertares a mão e viveres com eles os seus dramas e puderes sentir-te útil pelo menos nisso; quando tiveres conversas que te vão ensinar mais do que pensas, só aí vais poder dizer-me algo...e sim, podes não gostar e recomeçar de novo. Porque não? Se não for agora, é quando?
Vive. Faz de cada dia o 'tal dia'...todos os dias. É das nossas manhãs a dizer isto frente ao espelho do hall que me lembro todos os dias quando acordo às 7h e só vejo o sol nascer às 9h :)
Quando regressar, prometo-te um Bailleys no 'Piano Negro' e deitar-me contigo no meio da rua frente ao prédio, mesmo na linha dos semáforos. Prometo-te noites com muito chocolate e risos e sonhos. Prometo-te mais noites pela Sé Velha com o grupo do costume.Prometo-te o bilhete geral para a Queima. Prometo-te uma ida ao Mac com direito a batatas fritas. Prometo-te a minha presença para todo sempre,ainda que longe.
['És-me essencial' 1* sempre contigo]

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Let's play

Fui desafiada para isto pelo meu amigo Poeta Rural. Em que consiste?

.Colocar uma fotografia individual
.Escolher uma banda ou artista
.Responder às questões com músicas da banda ou artista anteriormente escolhido
.Desafiar mais pessoas


A banda...Bon Jovi ou Coldplay? Hmmm...Bon Jovi, só porque gastei 75€ para os ver no Rock in Rio.

E as perguntas são:
1. És homem ou mulher? 'It's my life'
2. Descreve-te: 'I'm all about loving you'
3. O que as pessoas acham de ti? ' Wanted dead or alive'
4. Como descreves o teu último (antes do actual) relacionamento? 'Runaway'
5. Descreve o estado actual da tua relação com o teu namorado: 'Always'
6. Onde querias estar agora? 'Bed of roses'
7. O que pensas a respeito do amor? 'Living on a prayer'
8. Como é a tua vida? 'Blaze of Glory'
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? 'I want you'
10. Escreve uma frase sábia: 'Have a nice day'


Desafio:
Blog de Notas
Eterna Quimera

domingo, 23 de novembro de 2008

Sei


Sei exactamente o número de rugas de expressão que tens. Sei a cor dos teus olhos ao sol e à chuva. Conheço-te através da forma como desvias o olhar. Sei que gostas de um beijo na face. Sei que ris quando te toco no pescoço. Sei que, tal como eu, consegues levantar a sobrancelha esquerda. Sei que gostas de brincar com os meus caracóis. Sei que tens crescido ao longo do último ano. Sei que és mais do que feliz.


E, no entanto, ainda sei tão pouco... Tenho o resto do caderno para o completarmos juntos, pode ser?




Ao N.

domingo, 9 de novembro de 2008


E se eu pensar no futuro? Se a nossa geração nunca conhecer esse tempo verbal a longo prazo? Aquecimento global, crise financeira a começar em Wall Street e a terminar no BPN, as oscilações do valor do petróleo, a crescente insegurança devido à criminalidade, a ininterrupta pobreza do 3º mundo que emerge no países ditos desenvolvidos, a falta de emprego, o sistema de saúde e de ensino incapaz de fazer face às várias exigências.
E esse pessimismo que se espelha no rosto dos vultos que deambulam pelas praças e ruas do mundo.


Um dia de cada vez. Nem sempre é fácil criar a perfeição todos os dias. Eu tento.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Para quê, se já não tenho palavras para o silêncio de uma poesia que não sou eu? Se quando escrevo, o tempo só me dá para me limitar a conceitos demasiado pueris?
Para quê, se ainda ninguém me comprou um livro em branco onde eu pudesse ser sempre ortónima? Ou se o infinito será sempre a mesma insatisfação, o vazio do espaço entre letras? Quem sabe não sou a loucura que alguém rabiscou às 25h07 min do dia que nunca nasceu.

Ou talvez seja o Fernando Pessoa em versão FHM ou Maxmen.


[Entao para quê, editar esse tal livro de poesia?]